Entre a perfeição e a bondade: o que faz de Kara uma heroína?
- Beatriz Assis

- 24 de jun.
- 2 min de leitura

"You don't have to be perfect. You just have to be good."
Supergirl tá aí e eu não posso deixar de dizer que amei o filme. Me surpreendeu muito mais do que eu imaginava que iria. Milly arrasou no papel, definitivamente ela é a Supergirl.
Os pontos que mais me agradaram foram como a história cresce lentamente e como você vai se envolvendo aos poucos com a obra. Pra algumas pessoas isso foi negativo, mas eu gostei porque fui sentindo as coisas junto com a Kara.
Outra coisa que gostei é como o filme deixa claro que a Kara não é, nem pretende ser, e nem precisa ser, como o Clark. Ela não está ali pra ser a perfeitinha, pra sempre ver o copo meio cheio. Ela continua sendo uma menina boa, de caráter, que só quer fazer o bem e não se preocupa em fazer tudo perfeitamente, mas simplesmente em fazer.
Gosto porque mostra que meninas também podem ser desleixadas, talvez até um pouco arrogantes, e isso não muda a pureza do coração delas. Existe algo muito humano na Kara. Ela erra, se irrita, toma decisões impulsivas e, ainda assim, continua sendo alguém que quer ajudar. Talvez seja justamente isso que a torne tão interessante.
O filme tem alguns erros. Honestamente, pelo dinheiro gasto, o CGI poderia ser muito melhor. O vilão é completamente desinteressante, mas isso não interfere no que achei do filme, porque a Supergirl rouba a cena.
O Lobo até conseguiu me arrancar duas risadas, mas ter ele ou não ter faz pouca diferença. Foi um elemento completamente jogado ali pra agradar os nerds, e provavelmente vai conseguir. Eu não poderia ligar menos para o Jason Momoa, mas até que ele fez um bom trabalho, considerando que esse foi o personagem de menos esforço da carreira dele.
No geral, Supergirl é um bom filme para um começo. E, assim como a própria heroína, ele não precisava ser perfeito. Só precisava ser bom.
E talvez seja justamente por isso que eu tenha gostado tanto dele.




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